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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Metafísica


UM CONTO DE DOIS CÉREBROS

a diferença entre a forma de pensar do homem e da mulher 

por Mark Gungor






O CONTO DOS DOIS CÉREBROS - MARK GUNGOR
(transcrição por Lucas Aureli)




(Gungor se dirige para um busto que representa o cérebro masculino.)

"Quero começar com o cérebro do homem.
O cérebro do homem é único. O cérebro do homem é feito de pequenas caixas.
E ele tem uma caixa para tudo: tem um caixa para o carro, tem um caixa para o dinheiro, tem um caixa para o trabalho, tem um caixa para a esposa, tem um caixa para as crianças, tem um caixa para a sogra, em algum lugar do porão...
Ele tem caixas em todo lugar, e a regra é: as caixas não se encostam! 
Quando um homem discute um assunto em particular, ele vai para aquela caixa em particular, tira aquela caixa, abre aquela caixa e ele discuta apenas o que está NAQUELA caixa! Certo? E então ele fecha a caixa e coloca de volta com muito, muito cuidado, para não tocar em nenhuma outra caixa.

(Então Gungor se dirige para o busto que representa o cérebro da mulher, faz o sinal da cruz, e se explica.)

"Desculpe, meu lado católico apareceu. Não sou católico, mas fui pra uma escola católica quando criança. Eu tinha uma freira que ensinava sobre o inferno como se tivesse nascido e se criado lá. Me fez bem na verdade. Foi bom. 
O cérebro da mulher é bem diferente do cérebro do homem. O cérebro da mulher é feito uma grande bola de fios. E tudo está conectado a tudo. O dinheiro está conectado ao carro, que está conectado ao trabalho, e as crianças... e até a sua mãe. É como a supervia da internet. E é tudo comandado por uma energia que chamamos de: emoção. É um dos motivos porque as mulheres tendem a se lembrar de tudo! Porque se você pegar um evento e conectar a uma emoção, grava na sua memória, e você se lembra para sempre. A mesma coisa acontece com os homens, só não acontece tanto, porque sinceramente, nós não nos importamos... Mulheres se importam com tudo! E elas adoram..."

(Agora, Gungor volta para o cérebro masculino.)

Agora, os homens tem uma caixa em seu cérebro que a maioria das mulheres desconhece. Essa caixa em particular não tem nada dentro. Verdade. De fato, a chamamos de 'A Caixa do Nada'. E de todas as caixas que o homem tem no cérebro, a caixa do nada é a sua favorita. Se um homem tiver a chance, ele vai pra caixa do nada sempre. Por isso um homem consegue fazer algo que parece morte cerebral por horas. Como pescar... E eles amam, por isso um cara consegue sentar na frente da TV e... (gesto de ficar zapeando com o controle remoto...) E claro, isso leva as esposas à loucra, porque elas vão dizer: 'PARE! Você não pode estar assistindo nada'. E ele: 'não estou... vá embora!' 
E efetivamente mediu-se isso: há alguns anos a Universidade da Pensilvânia fez um estudo, e descobriu que o homem tem a habilidade de pensar em absolutamente nada e ainda respirar. Sabe, eles conectaram todos os fios e afins, observaram a atividade cerebral, e... 'acho que ele morreu'... Hein?
As mulheres não conseguem. Elas não conseguem. A mente delas nunca pára. E elas não entendem a caixa do nada. E isso as deixa loucas. Porque nada deixa uma mulher mais louca, ou a faz se sentir mais irritada do que ver um homem não fazendo nada! Agora, uma das grandes revelações que eu vejo nas mulheres, é essa coisa da caixa do nada. 'Ah! tudo parece fazer sentido!...' E vejo mulheres dizendo: 'Eu posso ir nessa caixa do nada com ele?' NÃO! Por que não? Porque aí já é alguma coisa. Além do que, ela vai entrar e... 'Sabe, esse lugar precisa de umas fotos... Uma mesa aqui, umas flores...' 'NÃO! Nada, saia, não queremos nada!' 
Agora isso explica como homens e mulheres lidam com o estresse. Quando um homem está estressado tudo o que ele quer fazer é correr para sua caixa do nada. É assim que fazemos. A última coisa que queremos fazer quando estamos estressados é conversar. Não queremos falar sobre isso, nós só queremos... (gesto de não fazer nada). É claro que isso as deixa loucas. Uma mulher vê um homem nesse estado vegetativo e vai dizer: 'Está pensando em quê?' E ele: 'Nada!' 'Você tem de estar pensando em algo!' 'Não, não estava pensando em nada...vá embora...' É assim que lidamos com o estresse, nós só... (gesto de desligar). 
Agora, quando uma mulher está estressada, ela TEM de conversar! Se ela não conversar, o cérebro dela vai literalmente explodir. Então ela começa... 'eu não sei, meu marido... nunca pensei nisso... meu irmão e a noiva...' E eu conheço homens que correm das esposas quando elas fazem isso. Eu digo: 'por que você correu dela?' 'Porque não sei o que dizer a ela!' Eu digo: 'Meu Deus homem, quem disse a você pra dizer algo a ela?' Ela não quer que você diga nada. Muitos homems se sentem obrigados, quando você começa a explicar o seu stress, se sentem obrigados a solucionar pra você. Porque é isso que um homem faz: um homem só conta seus problemas pra outro homem na esperança de que esse homem ajude a solucionar. Ok? Mas ela não é um homem! E se você tentar solucionar, ela vai te matar. Ela não quer seu conselho. Ela não quer sua ajuda. Ela quer que você CALE A BOCA E ESCUTE. Algumas mulheres: 'É isso aí, diga pra ele! Diga pra ele calar a boca.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

3. A VIDA CONVERSA COM A GENTE

Agora, consideremos que as dores físicas também são resultado das dores da alma, ou seja, das dores metafísicas. É a vida falando com você, porque a vida fala com a gente o tempo todo, mas na maioria das vezes a gente se recusa a escutar. Imagine alguém em estado de choque, transido, você fala e ele não ouve, então você cutuca e ele nada, então você chacoalha e ele nada, então você tem que dar uma bofetada pra ele acordar. As dores do corpo são bofetadas que a vida dá na gente pra lembrar que existe uma dor na alma que precisa ser tratada, são avisos. E cada parte do corpo é uma parte da alma, porque a mente está no corpo todo. Se lhe doem os dentes é porque você bloqueou sua garra na vida, sua agressividade, e assim por diante. É preciso saber interpretar cada sinal da vida, não só no corpo, como também na sua casa, em seus objetos, no seu carro e até nos fatos que ocorrem com você. Sempre que algo sai errado, quebra, é perdido, estraga, fica com defeito ou para de funcionar, etc, na sua vida, é sinal de que existe uma dor de alma, um desajuste metafísico precisando ser tratado. Se você souber interpretar, pela analogia, poderá entender o que a vida está querendo lhe dizer. O uso da astrologia para
fazer essas analogias é muito útil, bem como técnicas de interpretação de sonhos, mesmo quando aplicada para fatos reais. Por exemplo, a árvore que tinha no meu jardim rachou ao meio, então o que a vida quer dizer sobre mim ou sobre minha família? Ora, na onirologia (intepretação de sonhos), árvore rachada é briga em família, então a vida está refletindo os conflitos aqui em casa. Estou com dor de cabeça, ora, na astrologia cabeça é Áries, simboliza a individualidade, o poder de ação e a identidade; assim, o que a vida quer me dizer sobe minha identidade, será que eu a estou escondendo?
A vida faz muito por mim, então vou fazer algo pela vida, pela única vida que eu tenho, que é a minha, eterna, porém única. Porque a vida do meu filho não é minha, é dele; mesmo a vida das minhas plantas não são minhas, são delas. A única vida que eu tenho é a minha, e é só minha, é inteiramente minha. A vida faz muito por mim porque fala o tempo todo comigo, traz o tempo todo coisas pra mim: informações, dicas, toques, pessoas, coisas materiais, clientes, empregos, dinheiro, beleza, energia... E o que eu faço pela vida, pela minha vida? A vida cuida de mim o tempo todo; e eu, eu cuido da vida, da minha vida? A vida me trata como eu me trato, isto é, como eu trato a vida, a minha vida. Como eu quero que a vida me trate? Eu quero atenção da vida, quero que ela me ouça e me dê atenção, ou seja, atenda a meus desejos, a minhas necessidades. Então eu também vou dar atenção à minha vida, a mim mesmo, a minha alma.
Todo mundo quer muitas coisas das outras pessoas: atenção, ouvido, carinho, admiração, consideração, respeito, ajuda, coisas materiais (seria hipocrisia negar), tempo, amor e prazer. Queremos ter alguém que se importe com a gente, alguém que liga pra gente. E porque queremos muito dos outros, achamos que temos de fazer um monte de coisas pelos outros, porque assim eles vão fazer o que a gente quer (o que está longe de ser verdade...). Pai, mãe, marido, esposa, filhos, família, amigos, vizinhos, colegas... Nos preocupamos com o que pensam de nós, o que falam de nós, como nos veem, etc. Pautamos nossa vida pelos outros, deixamos de fazer o que queremos pelos outros, fazemos coisas de que não gostamos pelos outros, bloqueamos partes do nosso autêntico temperamento pelos outros, pra não chocar os outros, tornamo-nos medíocres (isto é, médios, comuns, banais) pelos outros. Fazemos tudo isso pelos outros porque queremos que os outros nos dêem tudo aquilo que queremos: atenção, ouvido, carinho, admiração, consideração, respeito, ajuda, coisas materiais, tempo, amor e prazer.
CONTINUA...

sábado, 19 de setembro de 2009

AS DORES DA ALMA E SEUS REMÉDIOS


1. NÃO EXISTE ESCOLA PARA O AMOR

Para começar, não há escola, cartilha ou manual para as coisas mais complexas da vida, como as relações familiares. Há alguns ranços morais, religiosos ou oriundos da tradição e dos costumes, como por exemplo "honra pai e mãe". Mas não há "honra teu filho, teu irmão, teu tio"... Você aprende que deve respeito aos pais e aos mais velhos; mas não ao irmão, e aí vive brigando com ele... E mesmo o respeito aos pais é tão equivocado, imposto e unidirecional: é uma obrigação. Primeiro, porque respeito verdadeiro se constrói, não se impõe e, segundo, porque não há a contrapartida do respeito dos pais pelos filhos, por seus temperamentos, essências e verdadeiras vocações.
Não há escola, cartilha ou manual também para os relacionamentos amorosos, tão complexos, ainda mais agora que, depois de 1600 anos em que a mulher viveu um papel estrito, tudo mudou violentamente há apenas 100 anos, o que é relativamente muito pouco tempo. E se o papel da mulher mudou, o papel do homem, embora não tenha mudado, ficou velho, e também vai ter de mudar... Se hoje os homens dizem: "como mulher é complicada!", esperem, mulheres, para ver como que os homens vão ficar complicados quando começarem, por sua vez a mudar, porque terão de mudar... Não há escola, cartilha ou manual para as coisas mais complexas da vida: como também o são as amizades e as relações profissionais. Vemos apenas algumas coisas esparsas, artigos em revistas ou até livros, mas são pontuais e pouca gente interesse em estudar a sério, mesmo porque não são artigos sérios, e principalmente porque as pessoas tem a ridícula pretensão de achar que já nasceram sabendo...
É por isso que surgem as dores da alma.
Se você pega uma bicicleta e começa a andar sem ninguém lhe ter ensinado, ou mesmo quando alguém ajuda, é claro que vai cair e se ralar... Se você vai cortar legumes sem ninguém lhe ter passado uma técnica, é claro que vai cortar o dedo. São dores físicas. Ora, nos relacionamentos amorosos, familiares, amigáveis e profissionais, para os quais não teve educação, é claro que mais cedo ou mais tarde você vai se machucar, e surgem então, inevitavelmente, as dores da alma. Pode-se argumentar que toda criança recebe uma educação, mas a questão é que essa educação é pura hipocrisia, pois não ensina os verdadeiros valores da vida. Ensina a respeitar, agradar e ser gentil com os outros, para dessa forma angariar a aceitação e a benevolência dos outros; mas não ensina o auto-respeito, a autoconsideração, a auto-estima, o amor-próprio e a integridade de alma. Então você vai se machucar.
Quando ralamos o joelho ou cortamos um dedo, vamos buscar o remédio adequado: o mertiolate, a bandagem. Temos consciência de que se temos dor de dente, precisamos ir ao dentista para receber o adequado tratamento, sabemos que não adianta só encobrir a dor tomando analgésicos. Mas, para as dores da alma, das quais geralmente temos fraca consciência, é exatamente o que fazemos: ficamos tomando remédios que fazem as vezes de analgésicos ou anestésicos temporários, e vamos tomando os mesmos "remédios" todos os dias, formando hábitos. E são às vezes vários tipos de remédios sobrepostos. E assim não curamos o mal pela raiz, pela causa, pela etiologia. Esses "remédios", uma vez tornados hábitos, se tornam em vícios a que nos apegamos para abafar as dores da alma que não queremos ver (porque doem e porque nos humilham).
Esses vícios são adquiridos por pessoas que buscam constantemente distrações. "Distrair" que vem de 'dis': "para vários lados" mais "trair", numa interpretação livre; na etimologia oficial: do latim 'distrahere' puxar ou arrastar em diferentes sentidos*. Ou seja, ao se distrair, você se trai para vários lados, se trai com várias coisas do mundo: TV, jornal, música, bate-papo, rádio, livro, filme, novela, trabalho, obsessões, manias... Todas essas coisas que podem ser boas em essência (ou quase todas), mas a gente as usa como drogas, para esquecer de si, aplacar as dores da alma criadas pelos tombos que levamos na vida, machucados que não curamos, que apenas amortecemos, anestesiamos, porque não há escola para a vida...
CONTINUA...